SUSTENTABILIDADE E COOPERAÇÃO

Recebemos com agrado a notícia da subida de 2,2%, face a 2017, dos valores protocolados em resultado da adenda ao Compromisso de Cooperação para o Setor Solidário para o biénio 2017-2018.

Esta revisão em alta ajuda a equilibrar os pratos da balança em função da inflação e do aumento dos custos, sendo de salientar o aumento do salário mínimo nacional (uma medida que consideramos justa, mas que tem um forte impacto no nosso equilíbrio orçamental).

Ao analisarmos o documento produzido pelo grupo de trabalho no âmbito da Coordenação Nacional para a Reforma do Serviço Nacional de Saúde (SNS) para a área dos Cuidados Continuados Integrados, com a colaboração da Coordenação para a Reforma do SNS na área dos Cuidados de Saúde Primários – Bases para a Definição de Políticas Públicas na Área das Demências – no que concerne ao item Mapeamento das respostas existentes a nível nacional para prestação de cuidados a pessoas com demência, constatou-se o seguinte:

“São muito poucas as respostas sociais existentes a nível nacional, com acordo de cooperação em vigor com o Instituto de Segurança Social (ISS, IP) e com intervenção especializada na prestação de cuidados a pessoas com demência.

Identificam-se uma ERPI e quatro Centros de Dia da Associação Portuguesa de Familiares e Amigos dos Doentes de Alzheimer. Foi ainda criada em 2013 a Unidade de Cuidados Continuados Bento XVI, por iniciativa da União das Misericórdias Portuguesas, integrada na RNCCI, destinada a pessoas com demência. “

Mesmo tendo sido dada a garantia, por parte do Excelentíssimo Senhor Ministro da Saúde, Adalberto Campo Fernandes, da criação de uma Estratégia Nacional para a

Demência – “O governo vai aprovar muito em breve uma estratégia nacional na área das demências, em que um ponto-chave será a cooperação intersetorial, e em que o foco estará no cidadão e nas famílias “(20 de setembro de 2017, IN DN) – a constatação do grupo de trabalho, coordenado pelo Prof. Dr. Manuel Lopes (Coordenador Nacional da Reforma do Serviço Nacional de Saúde para a área dos Cuidados Continuados Integrados) e pelo Prof. Dr. António Leuschner (Conselho Nacional de Saúde Mental), merece ser alvo de um debate nacional que envolva o Estado (leia-se Ministérios do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social e do Emprego e da Saúde), Famílias, Cuidadores e Instituições dos sectores solidário e privado.

Há uma questão de partida que deve ser colocada:

Por que razão existem poucas respostas sociais especializadas na prestação de cuidados a pessoas com demência?

Infelizmente, é com um sentimento mesclado de angústia e de impotência que o escrevo, as poucas respostas sociais especializadas – ERPI e quatro Centros de Dia da Alzheimer Portugal – poderão, neste momento, estar em risco de se tornarem insustentáveis face à anunciada conversão, com revisão em baixa, dos acordos atípicos, atualmente em vigor, em respostas típicas, em função de uma análise casuística.

A especificidade e a qualidade dos cuidados que prestamos às pessoas com demência, não são realizáveis sem o imperativo reforço das equipas de trabalho multidisciplinares, devidamente formadas e orientadas segundo o modelo de Abordagem Centrada na Pessoa que visa normalizar a vida das pessoas com demência, dos seus cuidadores e familiares, almejando a edificação de uma comunidade amiga das pessoas com demência.

Em 2018, assinalamos os 30 da Alzheimer Portugal!

Fique atento e participe nas iniciativas que serão desenvolvidas e que ganharão mais sentido com a sua participação…

Tome nota: Passeio da Memória; Conferência; Café Memória; Café Memória Faz-se à Estrada; Eu no Museu; Amigos na Demência; Memo e Kelembra; Palestras; Sessões de Informação; Formação (presencial e à distância); Grupos de Suporte; Exposições….

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