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AHPV TEM UM PROJETO INOVADOR: “REJUVENESCER A CAVALO”

ASSOCIAÇÃO HÍPICA E PSICOMOTORA DE VISEU aposta na prevenção do declínio funcional dos idosos

Com o envelhecimento existe um declínio funcional, ficando os idosos mais suscetíveis a doenças e incapacidades e, consequentemente, a uma maior utilização de cuidados de saúde.
Com isto, cresce a preocupação social para que idosos e pessoas em processo de envelhecimento percorram tal etapa da vida de forma saudável, de modo a que cada indivíduo, dentro das suas particularidades e/ou necessidades, possa encontrar recursos que contribuam para o seu bemestar físico, psicológico e social.(Marinho & Wibelinger, 2009)
Este processo de envelhecimento está associado a alterações fisiológicas que resultam na diminuição da força muscular, da flexibilidade e do equilíbrio, aspetos determinantes para a execução das atividades da vida diária, e portanto, essenciais para a manutenção da qualidade de vida.(De Araújo et al., 2013)

Inserida neste contexto, a hipoterapia é um método que utiliza o movimento rítmico e tridimensional do cavalo, proporcionando um conjunto de múltiplos estímulos sensoriais ao Sistema Nervoso Central (SNC), e, consequentemente, induzem respostas motoras na pélvis e no tronco, tornando o animal um agente facilitador capaz de alterar a resposta do SNC, bem como um promotor de vivências fundamentais para o desenvolvimento de competências motoras, cognitivas, comunicativas e psicossociais. (Istanbul, 2016)
As quedas são causas importantes de morbidade em idosos e podem ter consequências desastrosas. Além do risco de fraturas, há perda da confiança ao caminhar devido à possibilidade de ocorrência de novas quedas, levando à diminuição da mobilidade do idoso. Os distúrbios da marcha e do equilíbrio são fatores de risco para problemas como quedas e perda da independência. Assim, formase um circulo vicioso, pois com a restrição de atividades há diminuição da força muscular, levando à condição de dependência, ao isolamento social e, consequentemente, à institucionalização. (Paixão e Hechamnn, 2002)

Assim, o movimento tridimensional, rítmico e basculado do cavalo potencia o ganho do equilíbrio, da mobilidade, da força muscular, entre outros aspetos, deixando o idoso menos vulnerável a quedas e a incapacidades funcionais. Desta forma, a hipoterapia torna-se um mecanismo inovador, eficaz na prevenção do declínio funcional de idosos (ex: prevenção de quedas, da osteoporose na pósmenopausa, de perdas de memória,…) e na reabilitação (AVC, Alzheimer,…). (Marinho & Wibelinger, 2009)
Em Portugal, o uso do cavalo com fins terapêuticos já é bastante aplicado a pessoas com deficiência; contudo, no que concerne aos idosos, esta terapia ainda é pouco explorada, apesar dos estudos científicos existentes comprovarem os benefícios nesta população. Pretendendo, assim, impulsionar a utilização da hipoterapia como instrumento para a melhoria da qualidade de vida dos idosos, em particular do distrito de Viseu, a Associação Hípica e Psicomotora de Viseu- IPSS, criou o Projeto “Rejuvenescer a Cavalo”, atualmente na sua fase piloto com a abrangência de um total de seis idosos.
“Acreditamos que a barreira psicológica criada pelo porte e imponência do cavalo, está de facto, a ser quebrada e, por conseguinte, os nossos clientes das mais diversas faixas etárias, começam a ser contagiados pelas inúmeras experiências que o cavalo lhes transmite, o que se tem repercutido em ganhos funcionais”

(Equipa Terapêutica AHPV)

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