“Quando és jovem, acreditas que o tempo avança. Aos 80, quem avança és tu”
Bob Dylan, de 85 anos, contribuiu para um artigo do “The New York Times” sobre a velhice, publicado no mesmo dia em que Donald Trump cumpriu 80 anos: “És o velho rei de uma nação desaparecida, mais difícil de programar”
Bob Dylan contribuiu para um artigo de opinião sobre o envelhecimento, publicado pelo “New York Times”, escrevendo que “aos 80 anos, o tempo não avança, pára”.
À semelhança do que fizeram Liza Minelli, Art Garfunkel ou Robert De Niro, o músico de 85 anos acedeu a um convite do jornal “New York Times”, que publicou no passado domingo um artigo sobre envelhecer no mesmo dia em que o presidente Donald Trump cumpriu 80 anos de idade.
“A velha chama que tens no coração ainda te diz para fazeres isto e aquilo, mas o teu corpo diz que já o fizeste. E já nada te surpreende”, escreveu o Nobel da Literatura em 2016. “Parece um luxo, mas não é, e perdeste todas as ilusões”.
“A pior parte de se ter 80 anos é que, por fim, ganhas conhecimento sobre algo que poderia ter alterado tudo no passado, caso tivesse surgido numa altura em que algo podia ainda ser alterado”, continuou.
“Quando se é jovem, acredita-se que o tempo avança. Aos 80 anos, sabes que não avança, pára. Nós é que avançamos”.
Dylan terminou ainda com uma recordação do dia em que cumpriu, ele próprio, 80 anos: “A melhor parte é ter sobrevivido aos relógios que te perseguiam. Libertas-te dessa mentira de que havia algo sob controlo. És o velho rei de uma nação desaparecida, mais difícil de programar”.
FONTE Paulo André Cecílio, Expresso.


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