Artigo

COM 60 ANOS COMEÇAMOS A SER REALMENTE VELHOS

Adolfo Luxuria Canibal foi entrevistado, para a E (Expresso), pela jornalista Lia Pereira e fotografado por Rui Duarte Silva. Uma entrevista interessante em que falou da sua infância, da vida em Lisboa, Braga, Paris, Vieira do Minho e do percursos como cantor, escritor, advogado e da família.

Interessou-nos a sua descrição de como se sentiu aos 40 anos, aos 50 e aos 60, idade que completou no último dia de Natal.

“Quando fiz 40, para mim foi uma idade importante, porque achei que tinha chegado a metade da minha vida. Foi quando mudei completamente: deixei Portugal, deixei o meu trabalho  e fui para França. E pensei que ia passar  resto da vida lá. As coisas acabaram por acontecer de forma diferente, mas achei que era uma data importante, de tomada de decisões, de mudança, e foi. Quando fiz 50, pensei: ´Meio século, data importantíssima, vou fazer uma grande festa.´ Depois pensei ´Vou gastar um dinheirão do carago, estou-me a cagar. Vou mas é fazer uma viagem.´ Fui eu e a Marta [a sua mulher], divertimo-nos imenso e foi assim que passei  os meus 50 anos, a viajar, que é das coisas que mais gosto de fazer. Uma das coisas ligada às viagens é comer e, na altura, ainda podia comer o que quisesse, de maneira que foi mesmo muito divertido. Nos 60 anos não faço ideia [a entrevista foi realizada  antes do aniversário]. Acho que com 60 começamos a ser realmente velhos. Mas não quer dizer que me sinta, propriamente.” 

 

FOTO – Adolfo Luxúria Canibal, dos Mão Morta PAULO PIMENTA
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