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ENVELHECIMENTO? O SEGREDO PODE ESTAR NO HIPOTÁLAMO

Cláudia Cavadas, investigadora do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC) e professora na Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra (FFUC), recorre a modelos animais de progeria, uma doença que causa o envelhecimento acelerado, para testar a relação entre esta molécula e o envelhecimento.

“O hipotálamo é uma área cerebral muito pequenina mas que regula funções muito importantes para a sobrevivência da espécie. Nomeadamente, regulação do apetite, portanto da fome, da sede, do sono e da reprodução e, ao longo do tempo, ou seja, à medida que vamos envelhecendo estas funções vão-se deteriorando, vão ficando cada vez menos eficazes”, explica.

Será que o hipotálamo é o centro regulador do envelhecimento? Será que se protegermos o hipotálamo podemos vir a envelhecer de uma forma mais lenta? Estas são as questões que o grupo de Cláudia Cavadas procura responder.

“A ideia surge como? Nós sabemos que há uma estratégia em laboratório em que conseguimos aumentar a esperança de vida de todos os animais, de todas as estruturas vivas, que é a restrição calórica. A restrição calórica é a diminuição do número de calorias consumidas por um indivíduo ou por um animal num dia. E o que nós sabemos é que a restrição calórica vai aumentar uma molécula no hipotálamo que é o neuropeptídio Y”, esclarece.

Sendo o neuropeptídio Y responsável por promover o apetite, será ele importante para o envelhecimento? É essa a abordagem que este grupo está a trabalhar, agora com recurso a modelos animais de progeria, um modelo de envelhecimento acelerado.

A progeria é uma doença genética muito rara em que as crianças envelhecem muito rapidamente, com uma esperança de vida de 14 anos. Existem modelos animais com a mutação equivalente à mutação genética e são estes animais que vão ser testados para tentar encontrar o processo por trás do envelhecimento.

Cláudia Cavadas quer assim perceber se ao aumentarmos os níveis de neuropeptídio Y no hipotálamo desses modelos, esses animais vivem mais tempo.

FONTE: http://www.90segundosdeciencia.pt

Pode ouvir aqui a entrevista com a Dr.ª Cláudia Cavadas.

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