É POSSÍVEL VIVER SEM CONTENÇÕES

Em Portugal, existe um uso excessivo e inadequado de contenções, tanto físicas como farmacológicas, em pessoas idosas dependentes e, sobretudo, com doença de Alzheimer e outras demências. As pessoas submetidas a estas contenções confrontam-se com a acelerada perda de autonomia, dignidade e autoestima. Nesta perspetiva, eliminar, ou reduzir ao mínimo, a utilização de contenções deve ser uma prioridade para os profissionais de saúde e do setor social. Esta ideia ganha ainda mais força quando existem, por exemplo na vizinha Espanha, exemplos de que há medidas alternativas válidas e seguras que provam ser possível viver sem contenções. Dois excelentes exemplos do trabalho que podemos e devemos fazer, no nosso país, são o programa Desatar al anciano y al enfermo de Alzheimer da Confederación Española de Organizaciones de Mayores (CEOMA) e a Norma Libera-Care da Fundación Cuidados Dignos com quem tenho vindo a trabalhar no último ano. É imperativo que se comece a intervir para a redução, com o objetivo charneira de eliminação, das contenções nas instituições sociais e de saúde. A aposta das organizações em novos modelos de cuidados e de gestão, a implicação e formação dos profissionais e o envolvimento das famílias são determinantes para que cuidemos das pessoas com … Continue a ler É POSSÍVEL VIVER SEM CONTENÇÕES