INFANTILIZAR É MALTRATAR

A Organização Mundial de Saúde (OMS, 2017) indica que uma em cada seis pessoas idosas viveu, no último ano, uma experiência de maus-tratos. Tendo por base uma revisão da literatura, a OMS informa que a violência pode ser física (2,6%), sexual (0,9%), psicológica (11,6%), financeira (6,8%) e negligência (4,2%).
A infantilização das pessoas idosas é uma forma de mau-trato psicológico. Alguns exemplos: decidir pela pessoa idosa sem lhe pedir opinião; falar diante dela ignorando-a; ir a uma consulta e o médico dar explicações à família em vez de o fazer dirigindo-se à pessoa idosa; utilizar diminutivos, porque parecem carinhosos, sem questionar a pessoa se ela gosta de ser tratada assim…
É fundamental que os profissionais tenham consciência deste tipo de mau-trato para que se erradiquem estes comportamentos e se valorize a opinião de cada pessoa e os seus gostos, questionando-a e incluindo-a nas tomadas de decisão, potenciando a sua autonomia e autodeterminação.
Por vezes, é imperativo parar, analisar e questionar:
– Porque escolhemos a nossa profissão?
– Para quem trabalhamos todos os dias?
– O que podemos fazer para melhorar as nossas práticas?
A formação, a realização de cursos de consciencialização ou de reciclagem de conhecimentos, é determinante para a melhoria contínua.
Sendo as Obras Sociais uma Entidade de Formação Certificada, à qual se soma todo um trabalho no terreno com pessoas com demência, cuidadores formais e informais e famílias, estamos, neste momento, a desenhar formação que possa contribuir para a
Prevenção e Intervenção em situações de violência exercida sobre a pessoa idosa, tendo como foco a formação de profissionais.

“A divulgação, sensibilização e promoção dos profissionais, no que diz respeito ao abuso, é fulcral não
só para dar resposta às necessidades do presente, mas também para realizar um presente e um futuro de dignidade para as pessoas idosas.”

(João Fundinho e José Ferreira-Alves, pp. 191 – 209, IN Maus-Tratos a Pessoas Idosas, Pactor, 2019)

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