Artigo

“Escrever um futuro para os mais velhos”

10 iniciativas inovadoras da Economia Circular Sénior
  • Expertos en Longevidad se reúnen en Londres para intercambiar ideas y proyectos

Os projetos relacionados com a Economia da Longevidade e a Silver Economy estão a crescer de dia para dia, à medida que aumenta a consciência da sua importância para um futuro em que as pessoas com mais de 65 anos representarão cerca de 30% da população mundial. Mas como salientam os peritos que participaram na mesa redonda desta semana sobre o envelhecimento no evento Collaborative Circular Economy, organizado pela plataforma global de inovação, networking e desenvolvimento empresarial FreedomeE (@e_freedome) em Londres, há poucas ocasiões em que estas iniciativas se reúnem no mesmo fórum para trocar ideias sobre “como escrever um futuro para os idosos”.

Moderado pela perita em Longevidade, presidente da associação empresarial Age Friendly Portugal e famosa influenciadora, Ana João Sepulveda, especialistas de países tão diversos como o Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, Espanha e Portugal reuniram-se sob a mesma mesa virtual baseada no Parlamento Britânico em Londres para apresentar os projetos sénior mais inovadores. Desde o representante das políticas da Terceira Idade da Madeira, a startups para ajudar os maiores de 50 anos a encontrar emprego, a meios de comunicação como o jornal online 65Ymás.com, “a voz dos idosos em Espanha”.

 

Colocar a Longevidade na agenda

“É muito importante colocar a longevidade na agenda, conhecer outros profissionais de outras partes do mundo que estão a trabalhar nela e estabelecer contacto. Estão a ser feitas grandes coisas a nível local, mas nem sempre são conhecidas”, diz Mórris Litvak, fundador do projecto Maturi, centrado na inclusão de talentos seniores no mercado de trabalho no Brasil. Entretanto, Suzanne Noble, co-diretora da startup britânica School for Seniors e da plataforma de coabitação sénior Nestful, acredita que os esforços devem concentrar-se na inovação “e não simplesmente na replicação de projetos”, porque há muito espaço para isso.

 

“Acreditamos que os idosos já desempenham um papel decisivo, contribuindo com quase metade do consumo mundial, ou devido à sua importância na política ou em questões sociais em plena transformação. Estão preocupados não só com a sua saúde mas também com a forma como serão as casas do futuro ou o seu papel nas novas tecnologias. E queremos estar lá para os ouvir e aprender sobre um novo futuro que ainda tem de ser escrito”, diz Marta Jurado, editora do jornal 65Ymás. “É tempo de transformar o desafio do envelhecimento e da longevidade numa oportunidade e não ver os idosos como um custo”, diz Bruno Seara, da agência de comunicação Comunicas Portugal.

 

Ciência, Big Data e instituições, ao serviço dos idosos

Do lado institucional, Anne Rizzo, diretora da Age Friendly Ireland (@AgeFriendlyIrl), considera essencial envolver governos, empresas e novos empresários em negócios sustentáveis e inclusivos para todos, incluindo os idosos, que na sua opinião demonstraram uma grande capacidade de resistência durante a pandemia da Covid: “Precisamos de nos envolver não só nas questões de saúde, mas também na criação de novos espaços de vida, lugares para um envelhecimento saudável e para os colocar na agenda”, diz ela. A mesma opinião é defendida por Ana Clara Silva, Ministra da Saúde e dos Assuntos Sociais do Governo Regional da Madeira (@GovernoMadeira). “Temos de ver o envelhecimento como algo positivo e com múltiplas oportunidades para muitos setores, incluindo as administrações locais.

E os projetos mais inovadores como o do neurocientista da Universidade de Lisboa, Hugo Ferreira, fundador da NeuroPsyAI, especializado em estudar a evolução do cérebro e como a tecnologia e Big Data podem ajudar a melhorar a vida das pessoas através de algoritmos; ou o do consultor estratégico da empresa britânica Oxygen Consulting, Ray Algar, focado na investigação sobre cidades do futuro e fitness global. Finalmente, a antiga diretora europeia do programa do tabaco das Nações Unidas, Dra. Rachel Melson, apelou à integração de projetos médicos, arquitetónicos e de pensões para criar novas soluções para as novas gerações de idosos através dos chamados Silver Linen Competitions.

FONTE: https://www.economialongevidad.com/

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