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Elsa Logarinho descobriu o gene da juventude?

Analisa os mecanismos moleculares que levam à acumulação de células danificadas causadoras de doenças geriátricas. Estuda processos bioquímicos associados ao envelhecimento. Com imensa curiosidade.

A descoberta do gene FoxM1 é um grande avanço no conhecimento científico mundial. Ao ativar esse gene, a divisão celular decorre sem erros, a bom ritmo, e rejuvenesce células velhas. A bioquímica que estuda o envelhecimento das células e do seu material genético está no centro da pesquisa. A equipa de Elsa Logarinho, do Instituto de Biologia Molecular e Celular (IBMC) e do Instituto de Investigação e Inovação em Saúde (i3S), no Porto, filmou células vivas da pele de um bebé e de um octogenário. Explorou mecanismos que levam ao envelhecimento das células e que podem ser modelados para desenvolver terapêuticas antienvelhecimento. “O grande passo é conseguir trabalhar esta longevidade com saúde, com ausência das doenças do envelhecimento.” “É uma ideia arrojada”, admite. Mas a criatividade acompanha-lhe os dias.

À medida que os anos passam, a capacidade regenerativa altera-se, a divisão celular perde fidelidade e frequência. “O envelhecimento é um estado de inflamação crónico. Os erros que acontecem durante a divisão de células velhas desencadeiam o aparecimento das células ‘zombie’, que causam o envelhecimento.” São células com defeitos, que param de se dividir. Para a bioquímica, de 46 anos, que ganhou o Prémio Pfizer em Investigação Básica em 2011, por um estudo sobre um mecanismo de divisão descontrolada das células, é importante “questionar o que não se sabe e o que se sabe”. “Questionar tudo”, defende. (Sara Dias, In https://www.noticiasmagazine.pt)

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