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Eunice Muñoz despede-se dos palcos ao lado da neta

A celebrar 80 anos de carreira, a atriz Eunice Muñoz diz adeus aos palcos com a peça “A Margem do Tempo” em que passa o testemunho à neta, Lídia Muñoz. A peça estreia a 20 de abril no auditório Eunice Muñoz, em Oeiras.

Mais do que uma despedida dos palcos, a peça com encenação de Sérgio Moura Afonso e música original do maestro Nuno Feist é um passar de testemunho entre gerações. Trata-se de um espetáculo íntimo em que uma avó e uma neta contracenam questionando o papel da mulher na sociedade.

Escrita pelo dramaturgo alemão Franz Xaver Kroetz, a peça tem em cena uma só personagem, a senhora Rasch, representada por Eunice Muñoz e por Lídia Muñoz. As atrizes dão corpo à mesma personagem em fases diferentes da vida.

Nesta peça, muito contemplativa, em que a memória está no centro do desenvolvimento da história, a música surge quase como uma segunda personagem. Não há diálogos, apenas didascálias, ou seja, indicações de cena. Os figurinos são de Cruzeta Torcida.

A peça estará em cena no Auditório Eunice Muñoz até 23 de abril e tem já prevista uma digressão por outros palcos nacionais. A 27 de abril vai estar em Loulé, no Cine-Teatro Louletano; depois dias 7 e 8 de maio irá até aos Açores, à ilha de São Miguel, onde vai estar em cena no Coliseu Micaelense, em Ponta Delgada. A 15 de maio, a peça vai até à Gafanha da Nazaré, depois a 21 é apresentada no Convento de São Francisco, em Coimbra e a 29 maio em Pombal.

Agendada está também uma récita em novembro, na Sala Garrett, do Teatro Nacional D. Maria II onde Eunice Muñoz se estreou em 1941 na peça “Vendaval”. O teatro do Rossio associa-se assim às comemorações da atriz e a esta despedida dos palcos.

As celebrações dos 80 anos de carreira de Eunice Muñoz irão decorrer ao longo do ano de 2021 e reserva “muitas surpresas”, como a atriz escreveu esta semana nas suas redes sociais.

Eunice Muñoz estreou-se aos 12 anos, no palco do Teatro Nacional D. Maria II, celebrizou-se por personagem marcantes ao longo de toda a sua carreira, nomeadamente com a peça “Mãe Coragem” ou quando representou Dona Branca, na novela “A Banqueira do Povo”, na televisão.


por Maria João Costa in Renascença

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