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Golfe, uma forma de envelhecimento ativo e saudável

Embora com ritmos diferentes nos vários continentes, o número de praticantes de golfe tem vindo a crescer, sendo muito relevante o peso do escalão etário dos seniores (geralmente acima dos 50 anos). Em Portugal, embora a tendência vá no mesmo sentido, o número total de golfistas tem crescido a uma modesta taxa média anual da ordem de 2%, sendo atualmente cerca de 16 milhares. Este número de praticantes é semelhante ao de outras modalidades desportivas como ténis, patinagem, ou ciclismo.

Embora Portugal seja considerado pela World Golf Awards, há já cinco anos, o melhor destino de golfe do mundo, o que confere à modalidade uma relevante importância económica para o país, a verdade é que o número de praticantes portugueses é ainda relativamente reduzido, quando comparado com outros países europeus. De facto, em Portugal o total de praticantes corresponde, apenas, a 0,15% da população residente, valor que fica aquém dos 5,71% do Reino Unido, 5,56% da Irlanda, ou mesmo dos 0,7% de Espanha.

Mas ao peso do número de praticantes seniores (que estimamos em cerca de 2/3 do total) não será alheio o facto de se tratar de uma modalidade que se adequa muito bem a pessoas idosas, sendo normal encontrar praticantes com mais de 80 anos de idade, que continuam a jogar golfe com regularidade e, até, a participar em competições nacionais e internacionais. Com efeito, o golfe é relativamente pouco exigente em termos de esforço físico, pois apela, sobretudo, ao movimento, à concentração mental, à coordenação motora e à agilidade técnica, aspetos que se vão desenvolvendo com a prática. Estes aspetos, aliados ao facto de se tratar de uma atividade que apresenta um relativamente baixo risco de provocar lesões, fazem do golfe um desporto ideal para pessoas idosas.

São inegáveis e estão cientificamente demonstrados os benefícios para o bem-estar e a qualidade de vida dos praticantes desta fantástica modalidade. É que, uma partida de golfe constitui uma excelente forma de combater o sedentarismo, uma vez que “obriga” a caminhar uma média de 8 a 10 quilómetros, em ambientes de grande envolvimento com a natureza, durante um período de tempo que pode ultrapassar as 4 horas. Mesmo quem, por qualquer motivo, tenha a sua mobilidade ou resistência física diminuída, a prática de golfe pode ser facilitada com a utilização de um veículo motorizado (buggy) que permite a deslocação no campo.

Pode dizer-se que, mais do que uma modalidade desportiva, o golfe é uma excelente forma de viver (e conviver) ativamente e de forma saudável. De facto, para além de outros efeitos positivos, o golfe proporciona agradáveis momentos de convívio e contacto com a natureza, já que é praticado ao ar livre. Acresce referir que, com o clima que temos em Portugal, o golfe pode ser praticado durante todo o ano, com raras exceções em situações climáticas adversas.

O objetivo deste desporto consiste na introdução de uma bola em 18 buracos, com o menor número de pancadas dadas com tacos próprios que vão sendo escolhidos pelo jogador, em função da situação em que se encontra a bola e da distância em que a pretende deslocar. Os buracos estão dispostos ao longo de um percurso relvado, geralmente com cerca de 6 quilómetros de comprimento, medidos em linha reta.

O fator competição é apenas uma forma de tornar mais estimulante a prática da modalidade, sendo que, geralmente, a confrontação é assumida por cada jogador como um desafio perante si próprio, ou entre si e o campo de golfe, e não como confronto direto com os outros jogadores. Mas o golfe também pode ser praticado como pura diversão ou entretenimento entre amigos. Na verdade, o golfe é, sobretudo, uma forma de desenvolvimento social e cultural que, para além do exercício físico e mental, proporciona agradáveis momentos de convívio, desenvolvimento de relações pessoais e de laços de amizade e companheirismo, pelo que muito contribui para melhorar a qualidade de vida dos praticantes em geral e, muito particularmente, dos golfistas seniores.

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